sexta-feira, 22 de outubro de 2010

é como se minha pele implorasse todos os dias pra tocar a sua pele de novo, é como se meus olhos chorassem querendo ver o brilho dos seus.. é como se meu coração batesse num ritmo descontrolado só de pensar em você ..
sinto teu cheiro em todo lugar, e em cada pessoa que vejo procuro ver seu rosto, seus olhos..
seus cabelo ondulados , tua pele clara, teu sorriso que ilumina meus dias.. eu quero ver você todos os dias até o ultimo deles.
quero acordar de manhã virar pro lado e ver seu rosto lindo, sim, isso faria eu ser a pessoa mais feliz do mundo
eu quero poder te tocar e dizer o qto eu amo você.. eu conto os segundos,minutos pra ver você, e quando está chegando a hora eu fico andando de um lado pro outro sem pensar em nada, e quando vejo você ah, eu não sei se meu coração para ou dispara.. só você consegue fazer eu esquecer de respirar só com um beijo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

e/l


TUDO



MUDA



EM



PARIS.

[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!

Caio F.
A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade.
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar!

Tati Bernardi

sábado, 16 de outubro de 2010

Lonely Day


um dia tão solitário! e é meu,o dia mais triste da minha vida.
um dia tão solitário devia ser banido,éo dia o qual não posso aguentar [...]um dia tão solitário não deveria existir, é um dia que nunca sentirei falta.
um dia tão solitário! e é meu,o dia mais solitário da minha vida.
e se você for eu quero ir com você, e se você morrer eu quero morrer com você,pegar sua mão e ir embora[...]um dia tão solitário! e é meu, é um dia do qual estou feliz por ter sobrevivido.


(Lonely Day - System Of a Down)

O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

Fernando P.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada..


Caio F.
.. Mas só muito mais tarde, como um estranho flash-back premonitório, no meio duma noite de possessões incompreensíveis, procurando sem achar uma peça de Charlie Parker pela casa repleta de feitiços ineficientes, recomporia passo a passo aquela véspera de São João em que tinha sido permitido tê-lo inteiramente entre um blues amargo e um poema de vanguarda. Ou um doce blues iluminado e um soneto antigo. De qualquer forma, poderia tê-lo amado muito. E amar muito, quando é permitido, deveria modificar uma vida – reconheceu, compenetrado. Como uma ideologia, como uma geografia: palmilhar cada vez mais fundo todos os milímetros de outro corpo, e no território conquistado hastear uma bandeira. Como quando, olhando para baixo, a deusa se compadece e verte uma fugidia gota do néctar de sua ânfora sobre nossas cabeças. Mesmo que depois venha o tempo do sal, não do mel...

Caio F.