I will not disappoint you. I will be right there for you, 'till the end, the end of time. Please be mine.
(Jonas Brothers)
I'll never understand. I'll never know because that's life. I'll never understand why we keep coming home wanting to be somebody, even as we are next to each other. I'll never understand why you are exactly what I want, I'm exactly what you want, but our accuracies do not function in an account more ...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Para exercitar o ritual e a fé resolvi chamar a atenção de Deus para algumas coisas, e para pedir, mesmo em vão, porque pedir não só é bom, mas às vezes é o que se pode fazer quando tudo vai mal. 'Queria pedir a Deus um olho bom sobre o planeta. Um olho quente sobre o mendigo gelado; um olho generoso para a noiva radiosa mais acima, as loiras oxigenadas, falsíssimas. O olho piedoso para esses casais que comem pizza com fanta, e mal se olham enquanto falam. Derrama teu olho amável sobre as criancinhas demônias criadas em edifícios – nesses lugares onde um ser humano vai-se tornando aos poucos tão humano quanto uma mesa. Passeia teu olhar fatigado pela cidade suja. Coloca um spot brilhante no caminho das garotas que para pagar o aluguel dão duro como garçonetes. Olha pela multidão, pelo motorista que confessa não ter mais esperança. Cuida do pintor que queria pintar, mas gasta seu talento pelas agências publicitárias. Olha por todos aqueles que queriam ser outra coisa qualquer a que não são, e viver outra vida que não a que vivem. Sobre todos que de alguma forma não deram certo (porque, nesse esquema, é sujo dar certo), sobre todos que continuam tentando por razão nenhuma – sobre esses que sobrevivem a cada dia ao naufrágio de uma por uma das ilusões. Para nós, que nos esforçamos tanto e sangramos todo dia sem desistir, envia teu Sol mais luminosos. Sorri, e abençoa essa nossa amorosa miséria atarantada'...Porque fé quando não se tem, se inventa!
Caio F.
Caio F.
Fico pensando se viver não será sinônimo de perguntar. A gente se debate, busca, segura o fato com duas mãos sedentas e pensa: “Achei! Achei!”, mas ele escorrega, se espatifa em mil pedaços, como um vaso de barro coberto apenas por uma leve camada de louça. A gente fica só, outra vez, e tem que começar do nada, correndo loucamente em busca dos outros vasos que vê. Cada um que surge parece o último. Mas todos são de barro, quebram-se antes que possamos reformular as perguntas. E começamos de novo, mais uma vez, dia após dia, ano após ano. Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: “Envelheci.” Então a busca termina. As perguntas calam no fundo da garganta, e vem a morte. Que talvez seja a grande resposta. A única.
Caio F.
Caio F.
"Olha, antes de o ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe? Dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? (…) Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e “desamar” era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender (…) Fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas."
Caio F. Abreu
Caio F. Abreu
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